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DEBATE DE DOMINGO NÃO DEVE MUDAR VOTOS

Foto: Terra

O debate realizado pela Rede TV! e pelo jornal Folha de S. Paulo entre os presidenciáveis, na noite deste domingo (17), não deve ser determinante para a escolha dos eleitores que assistiram à disputa. Dentro do mesmo modelo esgotado, em que não é possível discutir com profundidade os temas abordados, o programa foi o mais proveitoso até então. Sem tanta agressividade quanto o anterior, na Rede Band, a recorrente agenda religiosa foi deixada de lado. Como não houve grandes escorregões de ambas as partes, o debate serviu mais para consolidar a preferência do eleitor do que para virar votos. Nesse sentido, foi mais últil a Dilma Rousseff (PT), à frente nas pesquisas. Os únicos momentos em que se tratou de escândalos de corrupção foram quando as perguntas surgiam dos jornalistas. José Serra (PSDB) negou que teria dito que não conhecia o ex-diretor da Dersa, o Paulo Preto. “Eu não neguei que eu o conhecia. Uma jornalista em Goiânia me perguntou sobre um Paulo Preto. Paulo Preto é um apelido que se dá e é preconceituoso e racista. Paulo Preto. Essa foi a pergunta", esbravejou. Serra afirmou ainda que o PT usa a tática do "pega-ladrão" para desviar as atenções. Dilma teve que responder sobre o seu relacionamento com a ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra. "As pessoas erram e Erenice errou", disse Dilma. "Eu tenho um compromisso de combater o nepotismo. Nós investigamos e Erenice saiu do governo. Isso significa que nós apuramos aquilo que acontece. Nós temos uma diferença em relação ao candidato Serra. Nós investigamos", salientou.