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ELIEL E JOÃO HENRIQUE NEGAM NEGOCIAÇÃO

Por (Evilásio Júnior)

Foto: Divulgação

Segundo bastidores, João Henrique estaria entre " a cruz e a caveirinha"

Apesar das notícias que têm permeado a imprensa nos últimos dias, de que o prefeito João Henrique Carneiro (PMDB) estaria a negociar o ingresso no PSC, tanto o alcaide quanto o presidente estadual do Partido Social Cristão, Eliel Santana, negaram que a migração estivesse em andamento. Em entrevista ao Bahia Notícias, JH considerou as informações como “meras especulações”. “Estou lendo muitas coisas que não têm nada a ver. Agora o nosso foco é o segundo turno (ele apoia a candidatura petista de Dilma Rousseff a presidente). Somente e tão somente. Não há novidades por enquanto. Não tenho nada a declarar”, descartou, inclusive em relação às modificações no seu secretariado.  

PSC não sabe - Nos bastidores, o comentário é o de que o prefeito, que já não goza mais do mesmo aconchego de outrora em seu partido, devido ao afastamento com Geddel Vieira Lima, estaria em busca de uma nova morada, em que ele fosse o mandatário, com o aval do governador Jaques Wagner (PT). Contudo, Eliel Santana, atual dirigente do PSC, em conversa com o BN, disse não ter conhecimento da possibilidade de ameaça à sua liderança. “Nós soubemos desse assunto através da mídia, mas não há efetivamente nenhuma negociação, nem na direção local, nem na nacional. Essa informação não procede. Nem a filiação e muito menos a questão da direção. É claro que a mulher do prefeito, a nossa deputada Maria Luiza, e o cunhado dela, o deputado Sérgio Brito, são do partido e isso facilitaria a entrada dele. Mas em nenhum momento houve conversas nesse sentido. O fato é que o partido hoje é cobiçado por muitas lideranças. É um partido leve e que tem conquistado a confiança do eleitor”, destacou, ao citar a eleição na Bahia de cinco deputados estaduais e dois federais no último pleito.

Apoio a Wagner - Embora o PSC tenha decidido apoiar a candidatura presidencial da petista Dilma Rousseff, o presidente da sigla na Bahia, Eliel Santana, refutou que a adesão signifique o ingresso da bancada do partido na ala governista na Assembleia Legislativa. De acordo com fontes do BN, o próprio governador Jaques Wagner (PT) estaria empenhado para atrair os parlamentares cristãos, fato também descartado pelo social-cristão. “Na verdade, o apoio foi a dado a Dilma desde o primeiro turno e o vice-presidente (Everaldo Dias Pereira) veio aqui pedir empenho dos nossos filiados na campanha. Essa decisão (de apoiar o governo) ainda não foi tomada. O que nós discutimos é que teria que ser um posicionamento institucional do partido, após diálogo com os deputados. Temos que apoiar o que for melhor para a Bahia e para o partido”, declarou. De acordo com o dirigente, uma reunião com os membros e parlamentares da legenda será realizada logo após o segundo turno, que ocorrerá em 31 de outubro.

 Foto: Max Haack/BN

Lúcio Vieira Lima explica que processo de expulsão depende de ação de filiado

PMDB não cogita - A possível saída de João Henrique do PMDB não foi conversada com a direção do partido, de acordo com o presidente estadual da legenda, Lúcio Vieira Lima. O dirigente afirmou que, caso isso venha a acontecer, também não dependerá dele a requisição do cargo. “O prefeito nunca falou comigo em sair do partido. Se isso ocorrer, algum filiado tem que entrar com representação. Não passa por mim. Não sou eu que determino. Tem que haver processo, análise na comissão de ética e ele tem que ter amplo direito de defesa. Se algum filiado provocar, aí eu despacho. Essa é a minha função”, explicou. Atualmente, correm no PMDB sete ações de expulsão de prefeitos da Bahia por infidelidade partidária.