CPI DO METRÔ OFICIALIZA A PIZZA
Por (Rafael Rodrigues)

Tal qual a obra que investigava, a Comissão Parlamentar de Inquérito do Metrô de Salvador não conseguiu sair do lugar. A comissão, instalada no dia 7 de abril, teve seu prazo de conclusão dos trabalhos findado seis meses após, na última quinta-feira (7). A CPI acaba de forma melancólica, sem conseguir cumprir com o compromisso de tornar público quem superfaturou a obra em R$ 100 milhões, como aponta o Tribunal de Contas da União, além de apurar as denúncias do Ministério Público Federal (MPF) sobre o consórcio oculto formado em torno na obra, resultado da Operação Castelo de Areia. O presidente do colegiado, o deputado Álvaro Gomes (PCdoB), redigirá o “termo de encerramento” com um “relato do que aconteceu” durante o tempo em que a comissão existiu. No texto, nenhuma evolução sobre o que já é público. Ninguém foi indiciado e a redação não será levada ao Ministério Público. Gomes assegura que tentou prorrogar o prazo de funcionamento da CPI, mas não reuniu adesões necessárias. “Não posso dizer quem assinou, porque foi um momento eleitoral, não estavam todos aqui. Mas eu liguei para todos e fomos em todos os gabinetes”, afirma. Das 21 assinaturas necessárias, faltaram apenas duas. “Agora que íamos começar as oitivas. Teríamos um relatório razoável”, lamenta. O parlamentar assegura que governistas estiveram em todas as reuniões da CPI, “até na semana da eleição”, deixando, desta forma, a responsabilidade pela derrocada nas mãos dos oposicionistas.