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RIM: BAIANOS PENAM NA FILA POR TRANSPLANTE

Foto: Google

No primeiro semestre deste ano, apenas 20 pacientes renais crônicos se submeteram a um transplante de rim na Bahia. O número é inferior a um quarto do total de procedimentos deste tipo realizados em 2009. Segundo a Coordenação do Sistema Estadual de Transplantes (Coset), 90 transplantes foram realizados no ano passado. Hoje, 2,7 mil pessoas no Estado esperam por um. Doenças renais, por vezes silenciosas (uma vez que não apresentam sintomas aparentes em muitos casos), atingem cerca de 5 mil baianos. Apenas na capital, o número chega a 2,5 mil. Diante da ausência de políticas públicas efetivas, associações promovem fóruns e grupos de apoio para informar estudantes e profissionais, além de auxiliar pacientes com informações sobre cirurgias e transplantes. “A situação aqui na Bahia é cruel. A gente está no fundo do poço”, afirma Gerson de Souza Barreto, presidente da Associação dos Renais Crônicos da Bahia (Acreba) e da Associação Pró-Renais Crônicos doBrasil (Aprec). Segundo ele, falta centro de referência em nefrologia no estado, desde a prevenção até casos graves: “Pacientes chegam do interior em estado agudo e passam, mas para onde ir?”. A pensar nas dificuldades, a Acreba criou o Fórum Permanente de Nefrologia e Transplante Renal. “Reunimos todas as grandes faculdades de Salvador”, conta ele. O fórum quer promover um diálogo entre pacientes, estudantes e profissionais de saúde, a fim de intermediar e buscar soluções. Este mês, as discussões acontecem no Centro Universitário da Bahia (FIB), dia 28, às 20h, com inscrições gratuitas. Informações do Jornal A Tarde.