JAVIER COTADO PARA ASSUMIR A SECULT
Por (Rafael Rodrigues)
Foto: Max Haack/BN

Corre solto o boato, entre os servidores da Secretaria de Cultura do Estado (Secult), que o deputado estadual Javier Alfaya (PCdoB), que não conseguiu se reeleger, é o favorito para suceder o atual secretário Márcio Meirelles. Fontes governistas consultadas pelo BN confirmaram a informação. A nomeação de Alfaya contemplaria, por um lado, o anseio do PCdoB por mais espaço no governo, após o resultado exitoso nas urnas (ampliou sua bancada na Assembleia de três para quatro cadeiras, e na Câmara, de dois para três). Por outro lado, agradaria o governador Jaques Wagner (PT) por atender ao perfil técnico para o cargo – o comunista tem sua carreira política ligada ao movimento estudantil e artístico. Apesar de satisfeito com o trabalho de Meirelles, o governador utilizaria a oportunidade para iniciar um novo mandato sem a resistência de parte da classe artística baiana, que encontrou no gestor a causa para todos os problemas da Cultura no estado. Consultado pelo BN, Javier admitiu que “tem muita gente querendo minha indicação, mas isso não significa muita coisa agora. Isso não é hora de especular”, limitou-se a dizer. O grupo de intelectuais ligados a Meirelles, entretanto, capitaneados por Antônio Albino Rubim, diretor do IHAC-Ufba, e ex-presidente do Conselho de Cultura, tentam manter o controle sobre a Secult, e fazem lobby em favor de Paulo Miguez, doutor em Cultura pela Facom-Ufba e professor do IHAC. A reforma administrativa a ser promovida pelo governador reeleito, Jaques Wagner (PT), porém, só deve acontecer após o 2° turno da eleição presidencial, no dia 31 de outubro.