PAÍSES MAIS RELIGIOSOS TENDEM A SER MAIS POBRES

De acordo com pesquisa feita em 114 nações, e divulgada no último dia 31, há uma correlação forte entre o grau de religiosidade da população e a renda per capita. A pesquisa não consegue identificar, porém, qual das duas variáveis é causa ou consequência. Desde o século 19, a sociologia tem preferido apostar na tese de que a pobreza facilita a expansão dos credos. "Em geral, as religiões ajudam seus adeptos a lidar com a pobreza, explicam e justificam sua posição social, oferecem esperança, satisfação emocional e soluções mágicas para enfrentar problemas imediatos do cotidiano", diz Ricardo Mariano, da PUC-RS. "As religiões de salvação prometem ainda compensações para os sofrimentos e insuficiências desta vida no outro mundo", acrescenta. Sem descartar um papel para as explicações sociológicas mais tradicionais, que chama de "fator ópio do povo", Daniel Sottomaior, presidente da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (Atea) aventa algumas hipóteses na direção contrária, isto é, de que a religião é causa da pobreza. "Ela promove o fatalismo e o deus-dará", diz. Informações da Folha.