PT NÃO MUDA ESTRATÉGIA APÓS DATAFOLHA
Por (Evilásio Júnior)
Foto: Agecom

Walter Pinheiro e Jaques Wagner mantém trabalho e não consideram resultado desfavorável
Apesar de os números da última pesquisa Datafolha apontarem uma queda do governador Jaques Wagner (PT) de cinco pontos em relação ao estudo anterior, de 53% para 48%, a campanha não sofrerá alterações estratégicas. De acordo com a assessoria de comunicação do postulante à reeleição, inclusive, há consultas de consumo interno que apontam em uma direção contrária, para um crescimento da candidatura, e mesmo que os dados desta quinta-feira (23) sejam precisos ainda indicam uma vitória em primeiro turno. O governador mantém o discurso de que “pesquisa pode ser o retrato de momento” e pede a mesma aplicação dos envolvidos na corrida. Idêntico é o entendimento de Walter Pinheiro, que concorre ao Senado, e oscilou um ponto negativamente na mais recente consulta. "É o que Wagner fala. Vamos manter o corpo-a-corpo e falar diretamente com o povo. A população sabe o que é melhor. A verdadeira pesquisa é o sentimento que colhemos nas ruas", salientou. Os problemas enfrentados pelo PT nacional, que segue na liderança do pleito presidencial, como o caso Erenice Guerra e a quebra de sigilo da Receita Federal a pessoas ligadas ao PSDB, entendem os petistas, também não afetaram a campanha.
Fotos: Max Haack/BN

Lúcio Vieira LIma fala em onda contra o PT, Paulo Souto quer mais discussão
2º Turno - Se do lado do PT o resultado da pesquisa Datafolha não afetou a rotina, para os principais opositores foi motivo de comemoração. Tanto o DEM quanto o PMDB apostam que o resultado é um indicativo de que poderá haver segundo turno das eleições deste ano. A assessoria do candidato Paulo Souto afirmou que a estatística reflete um pouco mais o que a campanha tem percebido na capital e no interior e reforça a necessidade de confronto direto em uma nova etapa, como forma de debater melhor as propostas. Já Lúcio Vieira Lima, presidente estadual peemedebista, fala em uma “onda contra o PT baiano", ao citar ainda os concorrentes ao Senado. “Isso é nítido quando você observa que Lídice e César se mantiveram e Pinheiro e Wagner caíram”, alfinetou. De acordo com ele, o estado pode presenciar um novo efeito Antonio Lomanto Junior, que foi eleito em 1962 pela UDN quando era prefeito de Jequié, apesar do favoritismo de Waldir Pires, à época no PSD, com apenas 3% de diferença, "com a força do interior". O deputado Walter Pinheiro, consultado pelo BN, rebateu Lúcio ao dizer que ele "se contenta com pouca coisa". "Ele anda doido procurando qualquer coisa para oxigenar. Tudo para ele é lucro, até mesmo uma queda pequena na pesquisa. Isso é típico de quem está no limbo", revidou.