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MP PEDE PRISÃO DE POLICIAL QUE MATOU JUIZ

Os promotores de Justiça divergiram o inquérito policial e requereram a prisão preventiva do policial militar Daniel dos Santos Soares, autor dos disparos que resultaram na morte do juiz Carlos Alessandro Pitágoras Ribeiro, no último dia 10 de julho, por homicídio doloso duplamente qualificado e porte ilegal de arma. Na denúncia, Antônio Luciano Silva Assis e Davi Gallo Barouh informam que a arma utilizada por Daniel dos Santos Soares estava em seu poder de forma ilegal, uma vez que não era de propriedade da PM, tinha registro vencido e estava em nome de terceira pessoa. Segundo o MP, o acusado agiu com “inequívoca intenção homicida” no momento em que desferiu dois tiros no juiz da comarca de Camamu, o que causou a morte. O inquérito policial concluiu que o homicídio ocorreu em legítima defesa, mas, para o promotor Luciano Assis, não possui elementos suficientes para levar à conclusão: “O Ministério Público não está vinculado ao entendimento da polícia. Até mesmo porque a autoridade policial não pode e não deve emitir nenhum juízo de valor. O inquérito é para descrever os fatos”, defende Assis. Informações do Tribuna da Bahia.