DIREITOS DE RESPOSTA E ATAQUES A WAGNER
Foto: Max Haack/BN

Bassuma acusou governo de corrupto, Jaques Wagner rebateu ao dizer que ele "prevaricou"
Os candidatos Luiz Bassuma (PV) e Jaques Wagner (PT) protagonizaram os primeiros momentos de tensão no debate da TV Itapoan. O candidato verde criticou o que considerou “paradoxo” entre o discurso do atual governo de investimentos em programas sociais e a realidade, quando o petista citou a ascensão de 31 milhões de brasileiros para a classe média e saída de 25 milhões da pobreza. Para ele, há um modelo concentrador de riqueza, em que apenas 16 empresas, instaladas em cinco municípios, dominam 50% da arrecadação. O tempo fechou quando ele falou que a distribuição não é feita corretamente por causa da corrupção e voltou a exemplificar com o livro do ex-funcionário da Saúde Eduardo Leite, que aponta um suposto esquema na Sesab. Wagner pediu direito de resposta e afirmou que o deputado federal deveria acionar Ministério Público e Justiça para apurar as denúncias, senão estaria a cometer crime de prevaricação. Bassuma também conseguiu o tempo extra para rebater e reafirmou que há desvio de R$ 1 bilhão no setor do governo, mas que não chamou o governador de corrupto. No bloco, além de Bassuma, Wagner recebeu ataques de Geddel Vieira Lima (PMDB), que afirmou que o Estado deve R$ 19 milhões de repasse à Prefeitura de Salvador pelo Samu e acusou de colocar o Hospital do Subúrbio em funcionamento para fazer campanha política. O petista disse que não tem conhecimento da dívida e prometeu apurar e quitar, caso seja constatada, e ressaltou o HS como a primeira PPP da saúde no Brasil, com ampliação gradativa da capacidade de atendimento.