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PRESIDENTE DA OAB CONDENA DECLARAÇÃO DE GEDDEL

Por (Rafael Rodrigues)

Foto: Tiago Melo/BN

Para Saul Quadros, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, secção Bahia,o ataque de Geddel Vieira Lima (PMDB) contra Jaques Wagner (PT), a quem chamou de “branco e forasteiro”, pode ser interpretado como “discriminação”. Ambos são adversários na disputa ao Governo do Estado.  “Para se vencer a eleição, não tem que se discriminar. Tem que se comportar com civilidade, como um pleito ao Governo do Estado se deve exigir dos seus candidatos. Ninguém tem o direito de fazer esse tipo de declaração”, condenou o jurista. No seu entendimento, os adjetivos de Geddel “podem ser interpretados como uma discriminação, do mesmo jeito que ele foi acusado de ser racista por ter chamado a prefeita de Governador Mangabeira de ‘negra e ex-doméstica”, disse, ponderando “não acreditar” que Geddel tenha dirigido tais expressões à Domingas da Paixão (PMDB), gestora do município. O fato de o governador petista ser descendente de judeus acirraria ainda mais o simbolismo da declaração. “Todo mundo sabe de que ACM chamava Mário Kertz e a Bahia inteira condenou. Não há cabimento mais a Bahia ter esse tipo de coisa”, conclui o presidente da OAB, em entrevista ao Bahia Notícias.