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OPERAÇÃO JANUS PODE DAR EM NADA

Por (Rafael Albuquerque)

Já se passaram dois anos de instauração da ação penal da Operação Janus, que denunciou um esquema de venda de sentença no Judiciário baiano, tempo suficiente para a sociedade ter uma resposta com relação às investigações. Mas após todo esse tempo, os 15 acusados ainda não começaram a ser julgados e sequer foram ouvidos. De acordo com o A Tarde, erros na intimação dos réus, falha na numeração das páginas do processo e até a falta de cordão para amarrar os 40 volumes da ação foram alguns problemas burocráticos que atrapalharam a tramitação. Deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) e pela Polícia Civil, a Operação Janus investigou  e denunciou um grupo formado por  advogados e servidores do Judiciário acusados de negociar sentenças. Duas juízas responderam a processos disciplinares por suspeita de envolvimento com o esquema, e cinco desembargadores tiveram o nome citado na investigação. Diversos juízes abriram mão de julgar o caso alegando suspeição ou motivos de foro íntimo. Recentemente o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) absolveu a juíza Janete Fadul de Oliveira (leia aqui), pois considerou improcedentes as acusações de que a magistrada tenha participado de um esquema de venda de sentenças em 2008, conforme havia sido denunciado pela Operação Janus