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PARALELA: DOCUMENTOS FALSOS EM NEGOCIAÇÕES

O advogado Francisco José Bastos, para realizar dezenas de negócios fundiários e se tornar, por meio das empresas das quais figura como sócio, um dos maiores proprietários de terras na valorizada região da Avenida Paralela, utilizou dois documentos sem validade legal. É o que verifica o ex-tabelião e assessor jurídico em direito imobiliário João Carlos Martins, em seu estudo sobre a cadeia sucessória dos terrenos na região. O primeiro documento é um Instrumento Público Procuratório supostamente lavrado em 31 de janeiro de 1991, folha 44 do livro nº 202 das Notas de Tabelião do 8º Ofício da comarca da capital. O documento diz respeito a um negócio estranho ao processo em questão: uma Compra e Venda de lote do Loteamento Águas de Sauípe, em Entre Rios (BA). O segundo Instrumento Público de Procuração utilizado por Bastos também é datado de 31 de janeiro de 1991 e também não condiz com sua indicação. As procurações são pontos de partida para a realização de dezenas de negócios que envolvem remanescentes da Fazenda Itapuan. Terrenos foram desmembrados, unificados, remanejados e incorporados ao patrimônio de empresas que guardam a “coincidência” de ter o nome Francisco José Bastos na participação societária. Informações do A Tarde.