FUNDAÇÃO DE SAÚDE ACUSA MP DE ‘DENUNCISMO’
A Fundação Hospitalar de Camacan, maior unidade em atendimento pelo SUS do município do sul do estado, e o Ministério Público (MP-BA) estão em rota de colisão em que o principal prejudicado é a povo. A unidade corre risco de fechar devido a denúncias de supostos erros médicos e mau atendimento. O presidente da entidade, Aníbal de Holanda Cavalcante, acusa a promotora de justiça local Cleide Ramos pelo que classifica de “denuncismo”. Há cerca de 15 dias, médicos, funcionários e moradores da cidade, fizeram uma manifestação contra a atuação da promotora de justiça. A fundação é uma instituição privada de caráter filantrópico, construída com recursos do antigo Funrural, que atende a mais de 90% dos pacientes pelo SUS. A promotora, entretanto, afirma que o seu trabalho incomoda porque mexe com privilégios. “Uma das questões que mais incomodam se refere à gestão da fundação hospitalar que é privada, mas sobrevive com recursos do SUS. Os sócios são os próprios médicos, inclusive o secretário municipal de Saúde, que defende seus interesses, misturando o público com o privado”, afirmou. Além disso, tem alguns procedimentos administrativos na promotoria cível e criminal relativos a dois casos de morte por erro médico. Informações do A Tarde.