SAÍDA DA GESTÃO FOI FIM DE CASAMENTO PARA GEDDEL
Por (Lucas Esteves)
Ao ser questiaondo pelos jornalistas sobre as reclamações da falta de investimentos em infraestrutura, ainda que alguns cargos gerenciais no governo tenham pertencido ao PMDB nos primeiros anos do governo Wagner, o candidato Geddel Vieira Lima se esquivou da resposta e disse que via a saída do partido da gestão petista como o "fim de um casamento". Segundo ele, quando um matrimônio é mal sucedido e há desacerto entre as partes, há duas opções: viver infeliz ou procurar outros caminhos, e foi a segunda opção que o PMDB escolheu. “Antes de sairmos, deixamos uma série de sugestões ao governador que foram ignoradas, o que contribuiu para o processo”, relatou Geddel. O candidato rejeitou o fato de que as secretarias eram do PMDB e confirmou que, caso seja eleito, continuará a aceitar indicações a cargos e funções, mas que estas deverão ser qualificadas e que o governo contribuirá para a realização dos trabalhos. “O PMDB conquistou espaço nas urnas, mas naquela época não existia nada disso de secretaria ser do PMDB. A secretaria era de Estado”, ressaltou, ao recusar ter havido qualquer tipo de perseguição política ao partido. Para o deputado federal, o problema foi unicamente falta de foco e prioridade na gestão.