CRESCE Nº DE JOVENS PRESOS NO INTERIOR BAIANO
Entre 2008 e 2009, o Centro de Documentação e Estatística Policial (Cedep) registrou um crescimento de 15,6% nas apreensões de adolescentes no interior do Estado. Só nos seis primeiros meses deste ano, 476 jovens foram apreendidos, acusados de crimes dos mais diversos. Apesar do crescimento, no entanto, apenas duas unidades da Delegacia do Adolescente Infrator (DAI) existem em toda a Bahia, uma em Salvador e outra, em Feira de Santana. “O que o Estado tem feito é dar treinamento à polícia para que o atendimento seja adequado à situação do público em questão”, afirma Isabel Jesus de Pinho, diretora do Departamento de Crimes Contra a Vida (DCCV), que garante que não há planos de abertura de mais delegacias do tipo no Estado. “A rede de proteção é falha e não dá conta. O adolescente chega na DAI e depois que sai dela não tem acompanhamento adequado”, lamenta. O destino dos jovens baianos que cometem crime, independente de onde ele more, são as Comunidades de Atendimento Socioeducativo (Case), que funcionam apenas em Salvador, no bairro de Tancredo Neves e no Centro Industrial de Aratu (CIA), e em Feira de Santana. Além da distância da família, o jovem ainda é obrigado a lidar com a superlotação. No Case de Salvador, 279 adolescentes ocupam um espaço onde deveriam estar, no máximo, 170.