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DILMA FOGE DE DÍVIDA; SERRA DE PRIVATIZAÇÕES

Foto: Max Haack/BN

Ao que parece, foi a pergunta de Plínio de Arruda sobre a prioridade dada pelo Governo ao pagamento de juros da dívida a mais delicada a Dilma Rousseff (PT). Segundo o socialista, o que é repassado para os banqueiros internacionais é 31 vezes maior do que o valor gasto com o Bolsa Família. A petista, em sua resposta, não tocou nesta contradição, e apenas destacou que “a renda dos mais pobres cresce a taxas asiáticas, e a dos ricos crescem em taxa menor”, para justificar a política de redução das desigualdades. A candidata enfatizou a combinação da política social com a valorização do salário mínimo, que teve um ganho de 74% acima da inflação no atual governo. Dilma também ressaltou a reforma agrária realizada, na qual teriam sido utilizados 46,7 milhões de hectares para re-assentamentos. Sobre o alto custo da dívida, nada. O tucano José Serra, incitado pelo jornalista José Paulo Andrade a comentar sobre a estratégia de “esconder os 8 anos de mandato de FHC” devido às privatizações impopulares, preferiu não entrar no mérito. Preferiu utilizar a oportunidade para criticar o “loteamento de cargos” do atual governo no Correios. “Vou estatizar as empresas que são do governo, para servir ao interesse público, e não a um partido, a interesse de parlamentares e etc.”, criticou. O tucano contrapôs as críticas às privatizações da era FHC com o fato do atual governo não reestatizar nenhuma empresa privatizada. Foi a brecha para Dilma se deleitar: “Não somos daqueles que falam que vão rever contratos. Respeitamos os que são feitos de juridicamente corretos”. Ela lembrou que o antecessor de Lula arrecadou R$ 100 bilhões em privatizações, mas, no período, a dívida pública saltou de R$ 20 para 60 bilhões.