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PM QUE MATOU JUIZ É ACUSADO POR DUAS AGRESSÕES

Se histórico for levado em consideração nas investigações do assassinato do juiz Carlos Alessandro Pitágoras, último dia 10, na região do Iguatemi, dá empate. O soldado PM Daniel dos Santos Soares, apontado como autor do crime, já possuía duas acusações de agressão física e uma por disparos de arma de fogo em via pública. A assessoria da PM se recusa a fornecer informações, mas o Jornal A Tarde diz que teve acesso a dois processos disciplinares instaurados na Corregedoria da PM contra o soldado. A acusação mais grave contra Daniel ocorreu em agosto de 2004, quando o soldado teria efetuado disparos de arma de fogo na Rua Vivaldo Cruz, Brotas, próximo à residência dele. Em seguida, o PM saiu da festa empunhando duas armas de fogo e agrediu fisicamente o motociclista Marcelo Carvalho Barreto, que passava de moto pelo local. A vítima contou em trecho do depoimento à corregedoria que, enquanto era agredido, o soldado gritava: “Meu nome é Daniel, porra”. O soldado também foi acusado de agressão contra o vizinho de prenome Valdelino, em 2002, que foi arquivado por prescrição do crime, porque a vítima não compareceu para prestar depoimento, apesar do exame de corpo de delito ter detectado ferimentos no rosto e nas pernas.