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CAMPANHAS DE SOCIALISTAS CUSTAM R$ 550 MIL

Por (Evilásio Júnior)

Ao contrário das milionárias campanhas dos grandes partidos, as legendas socialistas juntas terão um custo de R$ 550 mil para promover os seus candidatos a governador. O valor difere e muito, inclusive do PV, que para tentar eleger o deputado federal Luiz Bassuma gastará R$ 5 milhões. Enquanto o PMDB de Geddel Vieira Lima prevê um passivo de R$ 30 mi, o PT de Jaques Wagner R$ 26 mi e o DEM de Paulo Souto R$ 20 mi (ver nota), nas siglas menores o PCB é o que estima a maior despesa: R$ 300 mil, seguido do PSOL, R$ 200 mil, e PSTU, R$ 50 mil. Entre os postulantes, é unânime o entendimento de que o volume elevado das grandes agremiações é derivado da aplicação financeira de empresas que pretendem subordinar o Estado aos seus negócios após a eleição. “Nós divulgamos um teto, mas nem sabemos se gastaremos isso. Os outros partidos recebem verbas de empresas que têm interesse em se beneficiar com o governo. Não estamos nesse patamar nem de longe”, aponta Sandro Santa Bárbara (PCB). Na mesma linha está o raciocínio de Marcos Mendes, que ainda põe em dúvida a soma declarada pelos adversários. “Esse valor é o que eles estão dizendo. Na verdade, a gente sabe que ainda tem Caixa 2. Isso demonstra a promiscuidade dos empresários e candidatos ao governo”, protesta o pessolista. Carlos Nascimento (PSTU) também corrobora o argumento dos ex-colegas da Frente de Esquerda e dispara: “A nossa campanha é feita pela classe trabalhadora. Precisamos ter autonomia política e não concordamos com o loteamento do Estado como fazem os demais candidatos”.