SERRA RESSALTA QUESTÕES ÉTICAS E PROVOCA DILMA
Por (Rafael Rodrigues/Evilásio Júnior)
Foto: Max Haack/BN
Durante a sua fala, José Serra voltou a condenar a relação do presidente Lula com líderes como Mahmoud Ahmadinejad, do Irã, Evo Morales, da Bolívia, e Hugo Chávez, da Venezuela. Ao se dizer favorável aos direitos humanos, o tucano declarou que “não fica bem elogiar ditadores de todo o canto do planeta”. O candidato a presidente também lembrou o escândalo do mensalão, quando falou do papel da Câmara dos Deputados e do Senado, e censurou o que chamou de “loteamento político”. “O Congresso não pode ser uma arena da compra de votos”, condenou. Para o candidato a presidente, o governo peca também em “atacar sistematicamente os órgãos fiscalizadores, como os tribunais de contas e ministérios públicos”. Por fim, ele conclamou a população a ajudá-lo em sua campanha e provocou a sua principal adversária, Dilma Rousseff (PT). “Não tenho esquemas e patotas corporativistas do meu lado, nem esquadrões de militantes pagos com dinheiro público. Não há nenhum mal entendido com o meu passado. Em toda a minha carreira pública já recebi 80 milhões de votos. Não há democracia sem eleição, como não deve ter governantes sem votos. Eu não comecei ontem”, ressaltou, ao lembrar que já foi prefeito, governador, ministro, deputado, entre outros cargos.