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R$ 3,3 MI A SINDICATO QUE TERCEIRIZA MÃO DE OBRA

O governo federal pagou R$ 3,3 milhões nos últimos sete anos pelos serviços prestados por um sindicato de fachada que, em vez de representar os interesses dos trabalhadores, atua como empresa de terceirização de mão-de-obra. O dinheiro foi repassado pelo Ministério da Agricultura ao Sindicato dos Trabalhadores na Movimentação de Mercadorias em Geral (Sintram) da cidade de Montividiu, em Goiás. No endereço fornecido pelo sindicato ao governo, há um pequeno imóvel alugado de dois cômodos, sem placa de identificação, ao lado de um salão de beleza. Além de abocanhar um parte desse dinheiro, o sindicato fecha contratos com empresas agrícolas para fornecer mão de obra e retém 15% do dinheiro destinado ao pagamento dos trabalhadores, prática considerada ilegal pelo Ministério Público do Trabalho. A unidade de Montividiu é alvo de um inquérito pela suspeita de aliciamento de trabalhadores nordestinos, coação, condições precárias de trabalho e fraudes trabalhistas. Informações do Estadão.