SEM TRANSPORTE, APENAS 10% VÃO PARA A ESCOLA
Os problemas dos moradores do conjunto habitacional construído pela Prefeitura no Barro Duro vão além da falta de saneamento – falta transporte público. Um levantamento realizado pelo morador Marcos Alange, para ser entregue à Secretaria Municipal da Educação (Secult), contabiliza que das cerca de 200 crianças vivendo no conjunto habitacional, apenas 10% continuam na escola. “São aquelas cujos pais ainda têm condição de pagar o transporte”, relata. A precariedade do transporte fez com que a diarista Adriana Silva, 35, abandonasse dois dias de trabalho durante a semana: “É como se a gente estivesse em uma fazenda”. O ponto de ônibus mais próximo é distante três quilômetros do conjunto. O trajeto possui iluminação precária. “Algumas pessoas ainda não fizeram a mudança para cá porque não têm transporte. Os motoristas se recusam a entrar aqui porque dizem que é perigoso, não tem segurança”, explica Marcos. A Secult confirmou, em nota, a existência de projeto para a construção da escola e da creche na região e garantiu que já há uma articulação “em busca de um terreno para a construção”.