ÁLVARO NEGA DESISTIR DE PROJETO DE ASSINATURAS
Por (Rafael Rodrigues)

Em contato com o Bahia Notícias, o deputado estadual Álvaro Gomes (PCdoB) rebate a informação do colega Carlos Gaban (DEM), ao negar ter desistido do projeto que põe fim à cobrança da assinatura telefônica no estado, devido à pressão do Governo. “Tenho falado reiteradas vezes, e não foi só essa semana. Tenho defendido essa tese, de que não abro mão desse projeto. Ponto final”, esbravejou, reconhecendo, ainda que indiretamente, a existência de uma tentativa de influência. Questionado se a pressão para que votasse contra a proposta tem origem no Governo, entretanto, ele recuou. “Os deputados da base, individualmente, têm concordado. Vamos votar na próxima semana por unanimidade. Eu espero que a bancada da oposição não recue”, assegura. Ele reconhece, contudo, que ainda não possui a anuência do líder governista, motivo pelo qual a votação não aconteceu nesta terça-feira (18), como desafiou a oposição. “O líder do governo (Waldenor Pereira) está envolvido com uma série de outras discussões e não teve tempo de discutir”, reiterou.
O deputado Álvaro Gomes (PCdoB) reconhece ainda que ouve como argumento contrário ao seu projeto o fato de o Estado perder R$ 80 milhões na arrecadação do ICMS. Mas não de membros do Governo ou da base: “Só ouço isso através da imprensa. É um dos argumentos utilizados para tentar inviabilizar o projeto, mas eu discordo. O dinheiro será utilizado pelo consumidor. Há 550 mil telefones ociosos que voltarão para o mercado, de pessoas que não tinham condições de pagar a assinatura”, defende. O parlamentar afirma também que não estava presente na reunião da Comissão de Finanças e Orçamento, na manhã desta terça-feira (18), em que o seu projeto foi aprovado pela oposição, porque não acreditava na boa vontade da bancada da minoria. “Semana passada deu quorum. Gaban inviabilizou quando pediu vistas. Inviabilizou e atrasou. Com receio de acontecer algo parecido na reunião, fiz requerimento para o projeto ir logo para ordem do dia”, disse. Desta forma, a votação no âmbito do colegiado seria realizada no plenário, no momento da apreciação da matéria. “Não faço teatro nem jogo de cena”, completou.