METRÔ: SECRETÁRIO DIZ QUE TCU APROVOU ADITIVO
Por (Evilásio Júnior)
Foto: Google

Estação da Rótula segue inacabada
O secretário municipal de Transportes e Infraestrutura, Euvaldo Jorge, afirmou ao Bahia Notícias que mais uma vez as obras do metrô de Salvador estão próximas de serem concluídas. De acordo com o gestor, o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou um aditivo de R$ 13 milhões que permitiria a conclusão dos trabalhos. “Faltava essa resolução do TCU para que pudéssemos finalmente poder concluir o Pátio Auxiliar de Manobras (PAM). Estamos esperando o recebimento do comunicado oficial na CTS (Companhia de Transportes de Salvador) sexta ou segunda para assinarmos o aditivo e começarmos as obras. Vou acompanhar de perto e cobrar agilidade e rapidez”, projetou. A informação, contudo, não está disponível no site do órgão e foi recebida com surpresa na bancada de oposição da Câmara Municipal. “Não estou sabendo de nada”, pasmou-se a vereadora Aladilce Souza (PCdoB).
Círculo - Embora o secretário Euvaldo Jorge tenha afirmado que “com fé em Deus” irá inaugurar até o fim do ano o metrô, que já completou Bodas de Zinco, pessoas ligadas ao projeto afirmam que o imbróglio, na verdade, é ocasionado por um veto da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). A Prefeitura de Salvador já teria se enquadrado às determinações do TCU, que fez um acórdão para que as obras fossem finalizadas, mas a empresa não autorizou que a CTS, subordinada a ela, cumprisse o aresto. A justificativa é a de que o local onde fica o PAM possui solo frágil que não suporta o peso dos equipamentos. A CBTU determinou que o acórdão só poderá ser efetivado após a realização de um reforço no piso da área, o que faz o impasse se perdurar em um giro de 360°. Em miúdos: há dinheiro em caixa que, entretanto, só estará disponível após a liberação do TCU. No entanto, para desembargar o Tribunal exige a assinatura do acórdão, que só pode ser cumprido depois da permissão da CBTU. Porém, a CTS só será autorizada a efetivá-lo com o cumprimento do reforço do PAM, que precisa de verba para ser executado.