SERRA ENCOLHE PROGRAMAS DE RENDA EM SP

Os principais programas sociais de transferência de renda do Governo do Estado de São Paulo encolheram ao longo da administração do pré-candidato à Presidência, o ex-governador José Serra (PSDB). Espécie de Bolsa Família local, o Renda Cidadã gastará menos com o pagamento de benefícios em 2010 do que há quatro anos, apesar de nova ampliação promovida em março - dias antes de Serra deixar o Palácio dos Bandeirantes com o objetivo de concorrer ao Planalto. O orçamento atual do Ação Jovem, voltado para estudantes pobres de 15 a 24 anos, também é inferior ao do final do mandato de Geraldo Alckmin. Juntos, os dois programas respondem hoje por cerca de 80% das despesas estaduais com transferências diretas de renda, classificadas na contabilidade oficial como "auxílios a pessoas físicas", que caíram, de 2006 para 2009, de R$ 279,5 milhões para R$ 198,9 milhões. Considerada a inflação, a queda chega a 38%. A Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social atribuiu a queda do número de famílias à melhora da renda no Estado no período, que tornou mais difícil encontrar famílias aptas a participar do programa, que impõe prazo máximo de 36 meses -eram 24 até março- para os benefícios. O alcance do Bolsa Família também pode limitar as possibilidades de expansão do estadual, devido a restrições da legislação para que uma mesma família participe de ambos. Informações da Folha.