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ENTIDADES E EMPRESÁRIOS DIVERGEM SOBRE REVISÃO

Entidades com representação no Comam esperam que a reavaliação das licenças dadas pela prefeitura minimize danos em áreas onde houve crime ambiental. Segundo Rogério Horlle, do fórum “A Cidade também é Nossa”, a ação da prefeitura há muito tempo é alvo de questionamento do Ibama, que vem embargando obras licenciadas pelo município. “A prefeitura tentou impedir a ação do Ibama no STF, mas foram rejeitadas alegações do procurador Pedro Guerra”, disse Horlle, em entrevista ao A Tarde. “A ação diz que o município não está habilitado ou qualificado para exercer a gestão ambiental municipal nem o licenciamento”, lembra as alegações feitas pelos autores da ação. Para o setor do empresariado, entretanto, se forem confirmadas irregularidades nas concessões de licenças ambientais, o atual momento de expansão do setor na Bahia pode vir a ser comprometido. É o que acredita José Alberto de Vasconcelos, integrante do Conselho Regional de Corretores de Imóveis da Bahia (Creci-BA). “Vai criar uma insegurança muito grande. As pessoas vão ficar com medo de comprar. Vão ser menos negócios, menos emprego, menos renda. Enfim, menos progresso”, avalia. “Por exemplo, a região da Paralela. Se eu sei que ali é um dos poucos vetores de crescimento da cidade e se cria uma dúvida sobre a legitimidade dos órgãos que estão criando projetos ali, muitos vão ficar em standby”, estima.