EMPRESÁRIOS CRIARAM 70 EMPRESAS FANTASMAS
A Receita Federal e a Polícia Federal em Minas Gerais cumprem nesta terça-feira (4) cinco mandados de prisão e 16 mandados de busca e apreensão no estado durante a Operação Cáften, que investiga golpes financeiros contra bancos, fisco estadual e federal, além da Justiça do Trabalho. De acordo com a Superintendência da PF em Minas, um grupo montava empresas em nome de "laranjas" e, após o endividamento com fornecedores, bancos e Receita, abandonava os débitos em aberto e constituía novas empresas, novamente em nome de laranjas, em endereços diferentes ou até no mesmo local. "As empresas do esquema criminoso não possuíam capital de giro suficiente para o desenvolvimento de seu objeto social, e então contraíam empréstimos ou financiamentos fraudulentos em bancos, em nome de laranjas. Estes eram cooptados pelo líder da organização criminosa entre empregados sem qualificação das empresas envolvidas, que não possuíam capacidade econômico-financeira para serem sócios das empresas contratantes ou contraírem tais modalidades de financiamentos. Os empréstimos não eram pagos e os testas-de-ferro do líder da organização criminosa ficavam abandonados, com o nome sujo, deixando os bancos no prejuízo, em benefício da quadrilha", diz nota da PF. A estimativa é que, desde 1999, 70 empresas tenham sido criadas no esquema, das quais quatro ainda estão em atividade. Informações do G1.