CIDADE BAIXA É DESAPROPRIADA MAIS UMA VEZ

Não demorou muito tempo o alívio dos moradores e comerciantes da Cidade Baixa. Dezessete dias depois de ter revogado o decreto de utilidade pública para fins de desapropriação que vigorava há mais de um ano, a Prefeitura publicou outro com mesmo teor em 16 de abril. O novo ato indica as áreas apenas pelo título “Comércio e Cidade Baixa” e por coordenadas geográficas. “Estamos aguardando até o final de semana para que a prefeitura siga o que foi determinado pelo Ministério Público e publique informações detalhadas. Queremos saber quais são as áreas que estão sob a vigência deste novo decreto”, disse o presidente da Associação de Moradores da região (AMEDV), Orlando Valle. O texto anterior declarava de utilidade pública 324 mil m² da orla marítima da Cidade Baixa. De posse de um folder dos projetos para a região, assinados em conjunto pela Prefeitura de Salvador e governo do Estado, o professor da Ufba, Roberto Albergaria, morador da Cidade Baixa, mostra que a proposta previa, por exemplo, a transformação do Hospital Irmã Dulce em um shopping center, e o Abrigo Salvador - prédio tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em um hotel cinco estrelas.