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ENTULHO: MP INVESTIGA CINCO CONSTRUTORAS


A coleta realizada pela Limpurb ocorre em cerca de 200 contêineres espalhados pela cidade

A Promotoria de Meio Ambiente do Ministério Público (MP-BA) já abriu cinco inquéritos para apurar possíveis irregularidades no despejo dos entulhos da construção civil na capital. Segundo o Decreto Municipal 2.133/98, o descarte de resíduos acima de 2m³ é de responsabilidade do gerador e deve ser descartado no aterro da BR-324, já que o de Canabrava teve a capacidade reduzida e atualmente só recebe material coletado pela Limpurb. Salvador tem dois aterros que recebem entulho da construção civil. Um deles é o aterro público de Canabrava, onde são despejadas, por mês, 41.825 toneladas de resíduos – média de 1.394 toneladas por dia; e o aterro Solvi, particular, na BR-324 e recebe cerca de duas mil toneladas por mês, entre 50 e 100 toneladas por dia – 4,7% do total de Canabrava. “O descarte inadequado gera lixões, degradação dos rios e áreas de nascente. Com o boom imobiliário, temos recebido denúncias e aberto inquéritos civis para apurar essas questões”, explica a promotora Cristina Seixas. Segundo o presidente do Sindicato de Indústrias da Construção Civil, Carlos Alberto Vieira Lima, o serviço de descarte do entulho produzido pelas construtoras em Salvador é feito por empresas contratadas, e muitas preferem dar destino final aos resíduos em quantidades menores pela cidade para não pagar as taxas do descarte no aterro particular – R$ 9 por tonelada depositada, além de R$ 85 (pessoa jurídica) referentes ao credenciamento na Limpurb do veículo que transporta o entulho. Informações do A Tarde.