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VOTO NÃO É DECISÃO RACIONAL, DIZ NEUROLOGISTA

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Para o neurolinguista da Universidade Berkeley, na Califórnia, George Lakoff, o conceito tradicional de razão não consegue explicar o modo como os eleitores escolhem seus candidatos. Emoções, subjetividades e metáforas seriam mecanismos inerentes ao nosso cérebro e, portanto, inevitáveis. Ele afirma que mesmo um presidente com 80% de aprovação pode ser derrotado pela oposição, desde que os opositores saibam se comunicar com o público. “Se a oposição tiver uma comunicação excelente (e souber como explorá-la), então é possível mudar a situação independentemente da popularidade do governo. Por exemplo, depois da saída de Bill Clinton, os Estados Unidos estavam numa ótima posição econômica, mas George Bush conseguiu comunicar-se muito bem, enquanto Al Gore era péssimo”, comparou, em entrevista ao Estadão. Para ele, a escolaridade não é um fator que torna as pessoas mais suscetíveis à manipulação: “Não tem nada a ver. Pessoas com um alto grau de educação ainda são manipuladas”. Para ele, a vitória na eleição “têm a ver com a capacidade de se conectar com as pessoas, ou seja, falar e ser entendido por todos; com transmitir uma sensação de confiança; e com ter uma imagem com a qual o eleitor poça se identificar (...) de sentir empatia”, afirmou.