O DILEMA DO SENADO
Tão logo se aproxima a decisão sobre o futuro político do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que deve ser definido amanhã, no Conselho de Ética da Casa, o cerco se fecha para ele. Aproveitando o ensejo, em seu comentário de hoje no jornal “A Tarde”, Samuel Celestino discorre que existe um estranho movimento, que não merece o menor respeito, nos bastidores políticos, sobre o Senado. Segundo ele, "trata-se de uma troca, uma negociata (da consciência) de modo a se estabelecer um pacto tácito para absolver Renan nesta quarta-feira. Ele teria votos para continuar com o mandato, porém em contrapartida, renunciaria, ou se licenciaria, da presidência do Senado". O que não faz sentido, diz Celestino, pois é antiético, e não condiz com o procedimento que se deseja de uma instituição como o Senado Federal.