PARA BORGES, EMPRÉSTIMO TERIA FINS ELEITOREIROS
Por (Evilásio Júnior)
Foto: Agência Senado

Para César Borges, Jaques Wagner não tem moral para cobrar explicações
O senador César Borges (PR), em conversa nesta quinta-feira (22) com o Bahia Notícias, rebateu a declaração do governador Jaques Wagner, de que ele deveria explicações ao povo baiano por orientar a bancada do seu partido a votar contra o projeto que concedeu R$ 563 milhões de empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao Estado. De acordo com o parlamentar, que é o presidente estadual republicano, a posição que a legenda adotou foi para “salvaguardar a utilização de recursos públicos que são sagrados e devem ser fiscalizados”, pois o destino da verba poderia ser a campanha eleitoral. "Em momento algum o governo dizia como e onde deveria ser utilizado o empréstimo, ou que haveria um acompanhamento por parte da oposição – o que é republicano e democrático. O que dá a entender que o uso deveria ser para fins eleitoreiros, para cobrir despesas ou furos de custeio, o que já ocorreu em empréstimos passados”, acusou. Borges relatou ainda que o atual chefe do Executivo baiano não tem “moral para reclamar”, porque, enquanto deputado, sempre foi contrário aos financiamentos das administrações que o antecederam. “Tratando-se de PT, o partido votava sempre contra todos os empréstimos das gestões passadas. O governador foi contra o financiamento do Bahia Azul. Ele sim deve explicação, pois se fosse por ele a Ford não estaria na Bahia. Em 2000, enquanto eu era governador, ele votou contra todos os incentivos da Ford, que hoje ele elogia. Não vejo nenhum respaldo do governador para cobrar de mim explicações. Estou tranquilo com a minha consciência e com os meus eleitores”, declarou.