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DETETIVE COBRAVA ATÉ R$ 5 MIL POR DIA DE EXTORSÃO

Foto: SSP

Detetive (à dir.) pedia até R$ 5 mil por dia para não divulgar dossiês

A Polícia Civil, em entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (8), revelou detalhes da prisão do detetive particular Paulo Roberto Miranda, acusado de fabricar dossiês e extorquir políticos e empresários. Miranda estava sendo investigado desde outubro do ano passado. Ele utilizava-se de informações bancárias e interceptação ilegal de ligações telefônicas para fabricar dossiês. O técnico em telecomunicação José Raimundo da Cruz, mais conhecido como “cebola”, parceiro do detetive, responsável pelos “grampos telefônicos”, continua foragido. Computadores, câmeras de filmagem, binóculos e documentos foram apreendidos e encaminhados para perícia. As investigações foram realizadas por policias da 5ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Valença), que receberam a denúncia de que um político da região estava sendo extorquido pelo detetive, que havia montado um dossiê com informações pessoais dele. Miranda cobrava valores entre R$ 500 e R$ 5 mil por dia para manter o material em sigilo. Desde então, o detetive começou a ser monitorado pela polícia. Os escritórios de Paulo Roberto Miranda, localizado no bairro da Saúde, assim como casas de clientes, duas no bairro do Itaigara, foram vistoriadas, em cumprimento a seis mandados de busca e apreensão. “Identificamos dezenas de pessoas que estavam sendo ameaçadas por este investigador. Ele tinha acesso a bancos de dados com informações privilegiadas e realizava escutas telefônicas sem qualquer tipo de autorização e acompanhamento judicial”, explicou o diretor da Coordenadoria de Operações Especiais (COE) da Polícia Civil, delegado Jardel Peres. Ressaltou ainda que mais pessoas estão envolvidas e que os contratantes do serviço também serão ouvidos. “Estará incluso no inquérito o nome de todas as pessoas que facilitaram informações e também das que solicitaram o serviço do detetive particular”, esclareceu Peres.