PROCURADOR VAI RECORRER PARA SE MANTER NA PGE
O procurador Francisco Borges, que teve sua exoneração recomendada pelo Conselho Superior Da Procuradoria Geral do Estado (PGE-BA), devido ao seu envolvimento com um suposta esquema de fraude em licitações descoberto pela Operação Jaleco Branco, irá recorrer à Justiça para manter-se no cargo – ele se diz inocente. O procurador-geral do Estado, Rui Moraes Cruz, afirmou que Borges é acusado de agir indiretamente na PGE em favor de empresas que fraudavam licitações, manipulando os pareceres jurídicos sobre os contratos da administração estadual. Segundo Cruz, o Processo Administrativo Disciplinar em que houve a investigação deu amplo direito de defesa ao acusado, com direito a apresentação de testemunhas, mas foram verificadas “faltas graves no exercício da função”. Francisco Borges rebate as acusações: “Os meus pedidos, pelos quais eu fui acusado, foram feitos no sentido que a administração pública cumprisse com o seu dever. Se fossem pedidos de outras naturezas, e por conta disso eu fosse condenado, eu teria que necessariamente ter um cúmplice na Procuradoria de Contratos, onde não atuava na época”. Ele disse ainda que “a Comissão Processante afirmou em seu parecer que não havia comprovação das acusações contra mim, dos fatos pelos quais fui denunciado. A Procuradoria de Combate a Atos de Improbidade e um conselho revisor me absolveram em seus pareceres”, defendeu-se. A Polícia Federal identificou, em sua investigação, a existência da Máfia do G-8, que desviou ao menos R$ 600 milhões em mais de 10 anos. O caso tramita no Superior Tribunal de Justiça. Ao todo, vinte e seis pessoas são acusadas de corrupção ativa, passiva, lavagem de dinheiro, formação de cartel, tráfico de influências, uso de documentos falsos e fraudes em licitação. Informações do A Tarde.