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POLÊMICA INDISPÕE IGREJA CATÓLICA E JUDEUS

Após um sacerdote comparar as críticas recebidas pelo Vaticano pelos casos de pedofilia ao "antissemitismo" sofrido pelos judeus, a Igreja Católica enfrenta duras críticas de grupos judeus ao redor do mundo em plena Páscoa. Em meio à crise que já envolvia as denúncias de abuso sexual, o papa Bento XVI preside a Vigília Pascal, em Roma. Em Israel e nos Estados Unidos os comentários do padre Raniero Cantalamessa, pregador oficial do papa, responsável pela comparação com os judeus, geraram ampla repercussão. A edição on-line do jornal 'Jerusalem Post' afirmou que 'os comentários do pregador do Papa irritaram grupos judaicos e as vítimas dos abusos sexuais na Igreja'. Reações contrárias vieram também nos Yedioth Ahronoth e 'Haaretz'. Nos Estados Unidos, a comunidade judaica e também a católica repudiaram os comentários. O responsável pela Conferência Episcopal norte-americana, James Massa, definiu as declarações como 'inoportunas'. “Espero que todos compreendam que o que foi dito por Cantalamessa é um julgamento singular de um padre e não reflete a opinião do papa e da Igreja. Todavia, trata-se de uma comparação não só infeliz, mas inoportuna, que não deveria ter espaço em uma oração de Sexta-Feira Santa'. Em seu sermão, na sexta-feira à noite (2), durante a liturgia da Paixão de Cristo, o franciscano leu uma carta de solidariedade com o Papa e a Igreja, que disse ter recebido de um amigo judeu. "Com desgosto estou acompanhando os violentos e concêntricos ataques contra a Igreja, o Papa", escreveu o autor da carta. "O uso dos estereótipos, a passagem da responsabilidade e culpa pessoal para a culpa coletiva me recordam os aspectos mais vergonhosos do antissemitismo", acrescentou. Informações da Folha e G1.