NEGROMONTE RECONHECE “EQUÍVOCOS”
Foto: Tiago Melo/BN

Mário Negromonte queria vaga ao Senado para o PP
O presidente do PP na Bahia, deputado federal Mário Negromonte, admitiu ter havido mal-estar na negociação com o governador Jaques Wagner (PT) para que o partido aceitasse compor a chapa governista com a indicação do vice, já que o acordo inicial previa uma vaga ao Senado. “Houve alguns equívocos tanto da parte do governo, quanto da parte do candidato Otto , quanto da nossa parte, mas já foi superado”, revelou, durante discurso, na solenidade de filiação do ex-governador Otto Alencar (que será o vice na chapa), na tarde desta quarta-feira (31), na sede do partido. O pepista cobriu Wagner de elogios, mas reiterou o compromisso assumido pelo governador. “No relacionamento empresarial, o que mantém a confiança é o cheque, a promissória, na vida pública é a palavra. Não teve arranhão nem ressentimento, ou não teríamos filiação (...) A gente faz política olhando para a frente. Se o projeto é para ganhar, e Otto é importante, o PP está feliz com a vinda de Otto”, ressaltou. À imprensa, Negromonte admitiu preferir o posto ao Congresso, como fora acordado inicialmente. “O acordo feito com o governador era uma vaga para o partido, não à pessoa, para o senado. Lógico que eu preferiria o senado, porque é um projeto nacional. Nós devemos eleger de 4 a 6 senadores. É um mandato de oito anos, com dois suplentes. Eu prefiro a vaga de senador, mas como somos aliados do governador e entramos nesse projeto para ganhar, a gente tem que fazer concessões”, disse. O dirigente assegura que não ficaram rusgas após a negociação. “Se (o acordo) não fosse uma boa, a gente teria peitado o governador. O governador prefere fechar com partidos do que com pessoas”, definiu.