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GOVERNO ADIA SECRETARIADO POR PRESSÕES

Por (Evilásio Júnior)

Foto: Emília Couto/PT

Wagner já demonstrou que deseja equilíbrio na montagem da chapa

O governo estadual justificou o adiamento do anúncio do seu novo secretariado por “ajustes de agenda” e “alguns acertos” que precisavam ser concluídos (ver nota). O governador Jaques Wagner tem sido pressionado por diversas correntes interessadas na montagem da sua chapa. O PP e o PSB querem o Senado e, caso não consigam, as indicações para as pastas podem ser modificadas para que o nível de desagrado seja amenizado. O PDT quer atrair o conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios, Otto Alencar, para o seu lado e já disse que se contenta com a vice. O PCdoB se colocou à disposição. Até mesmo o PT, internamente, luta por espaços, inclusive com acirradas disputas entre as alas. O próprio chefe do Executivo já manifestou o interesse de equilibrar a chapa entre as tendências que compõem a sua gestão, o centro e a esquerda, com duas vagas para cada na majoritária. O senador César Borges (PR), por sua vez, já está fechado com o governador, mas os seus deputados ainda não concordam com o acerto para as proporcionais, o que, além das resistências petistas, poderá minar a composição com os republicanos.