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AEROCLUBE: MP NÃO QUER ESPAÇO DE SHOWS

O Ministério Público (MP-BA) considera “gravíssimo” o projeto de implementação de uma arena de shows no local, apresentado pela prefeitura em janeiro, dentro dos 22 pacotes de empreendimentos do Salvador Capital Mundial. “Isso é totalmente equivocado. Eles não vão poder implementar de forma nenhuma. Se houver alguma tentativa, será objeto de intervenção nossa”, disse a promotora Rita Tourinho. Em ação judicial a ser apresentada pelo MP-BA, o órgão avalia que as empresas à frente do consórcio do Aeroclube Plaza Show não têm condições de gerir o negócio. O termo de reti-ratificação assinado pelo prefeito João Henrique em 2007, alterando o contrato original do empreendimento, teria origem ilegal e não sanou os problemas. “Nós percebemos, na época do acordo, que o termo tinha problemas. Houve a alteração de um contrato firmado depois de uma licitação, a gente entende que não podia, mas sabíamos que havia uma expectativa pela revitalização do local, que virou ponto de uso de drogas e de prostituição, então concordamos porque acreditamos que poderia ter dado certo. O problema é que a situação não melhorou em nada, só se agravou”, antecipou a promotora Rita Tourinho. Em 2002, uma mudança societária no consórcio diminuiu o capital da sua empresa líder, a Nacional Iguatemi. Para a promotora, esse é um dos principais problemas.“Não há vedação para transferência de contrato entre empresas, desde que as atuais representantes tenham a mesma capacidade técnica e financeira das anteriores.Nos parece que essas empresas agora não a possuem, o capital delas é baixo”, analisa Rita Tourinho. Informações do A Tarde.