DEZ DOS 12 RIOS DE SALVADOR ESTÃO MUITO POLUÍDOS
Foto: Evilásio Jr.
O Parque São Bartolomeu é um dos mais afetados com a poluição
A pesquisa Qualidade Ambiental das Águas e da Vida Urbana em Salvador, realizada pelo Centro Interdisciplinar de Desenvolvimento e Gestão Social (Ciags), da Escola de Administração da Ufba, aponta que nenhum dos 12 principais rios da cidade apresentou Índice de Qualidade Ambiental (IQA) ótimo. Somente os rios Cobre e Ipitanga atingiram o índice regular e bom. O estudo, que durou três anos e consumiu R$ 97 mil de recursos do CNPq, revela que, “apesar dos esforços em implantação de um sistema de esgotamento sanitário em Salvador e sua região, o comprometimento dos nossos rios ou o que deles restou, resulta do lançamento de águas servidas, ou seja, da incompleta implantação da rede coletora de esgotamento sanitário na cidade”. O diretor de operações da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), Eduardo Araújo, pondera que a pesquisa constatou o esperado. “Nossos rios continuam poluídos e a maior contribuição é oriunda de esgotos domésticos”, disse ele. Pelas contas da Embasa, em Salvador, 138 mil residências não integram a rede esgotamento sanitário e têm esgotos sendo lançados nos córregos e rios. Mas, segundo ele, o problema vem sendo atenuado nos últimos três anos, quando foram feitas 160 mil novas ligações de domicílios à rede de esgotos.“Em muitas áreas, a ocupação desordenada com moradias criou obstáculos para a ligação dos esgotos aos interceptores da rede”, verifica. Coordenada pela socióloga Elizabete Santos, a pesquisa ganhou a forma de um rico almanaque que será lançado nesta segunda-feira (22), no salão nobre da reitoria da Ufba, no Canela às 9h. Informações do A Tarde.