"CONSÓRCIO PARALELO" NÃO POUPA NEM PRÉDIO DA PF
Responsáveis por analisar documentos apreendidos em quatro operações policiais (Castelo de Areia, Caixa Preta, Aquarela e Faktor) e verificar que, em todo o país, as empreiteiras fecham acordos prévios entre elas – conhecidos como “consórcios paralelos” – para dividirem a execução de obras públicas, os peritos do Instituto Nacional de Criminalística (INC) descobriram que nem seu local de trabalho foi poupado. Uma auditoria do governo federal e inquérito da Polícia Federal constataram que quatro construtoras fizeram um pacto para burlar a concorrência de construção da nova sede do INC. No contrato entre as empresas fraudadoras, que terminaram a obra em 2005, foram colocadas as cláusulas do acerto, nas quais toda a divisão “por fora” foi detalhada.