ZÉ DAS VIRGENS ADMITE AÇÃO DE ASSESSOR
O prefeito de Irecê, Zé das Virgens (PT), em contato com o Bahia Notícias, minimiza as denúncias de que tentaria corromper uma testemunha de acusação na ação contra ele por compra de voto. “Isso é matéria requentada. Ele deveria ir ao Ministério Público e à Polícia Civil, e não ficar na imprensa requentando matéria”, disse, se referindo ao presidente do PSOL em Irecê, João da Hora, autor da denúncia. O gestor nega que tenha negociado nomeações para beneficiar qualquer testemunha, contrariando o que disse o seu assessor nas gravações. “Ele não tem autorização nenhuma para falar em meu nome”, afirmou. O petista reconhece, entretanto, que as escutas podem ser verídicas. “Hoje em dia tudo que a gente fala está sujeito a ser gravado. E todo mundo erra. Eu não sou nenhum santo, porque sou homem”, admite. “Esse é um caso de polícia e não de política”, completa. O prefeito acusa João da Hora de lhe “perseguir” e atrapalhar a administração municipal, por exemplo, ao ocupar, com membros do movimento dos sem-teto, 300 casas populares que estavam sendo construídas pela Prefeitura. “Ele se autoproclamou a liderança oposicionista contra mim”, reclama.