PREFEITO É ACUSADO DE COMPRAR TESTEMUNHA II
Em outra gravação, a testemunha Valcelio dos Santos, chateado com a dificuldade de conseguir o material que lhe foi prometido, sugere a Osvaldo que a ele seja doada uma das casas populares que estavam em construção na cidade, pela Prefeitura. O assessor dá a solução: “Eu vou com você até Celso Cambuí e ele dá uma chave a você, e você entra lá”. Cambuí é Secretário da Ação Social de Irecê. Na última escuta telefônica, Osvaldo revela que, em conversa com Alessandro, a testemunha teria divergido sobre a forma de entregar o material negociado, mas havia seguido as ordens de não comparecer ao julgamento contra o prefeito Zé das Virgens por compra de voto. “Ele disse ‘mas eu também não fui na audiência, não’. Aí eu disse: ‘Você não foi porque sabe que não dá nada”. Na mesma conversa, os dois voltam a tratar do material acertado como suborno: “Então quer dizer que Zé das Virgens liberou, está tudo certinho para pegar o material lá, não é?”, questiona a testemunha. “Zé disse que amanhã conversasse com você, explicasse direitinho, vamos conversar pessoalmente”, disse Osvaldo – eles marcaram um encontro às 9 horas do dia seguinte. Questionado sobre o emprego para a irmã, Osvaldo diz que “eu pedi a ele (Zé das Virgens) ao menos um contrário de diarista, ai ele mandou eu ver (sic) onde é que tinha um lugar. Eu já to vendo, para mim (sic) botar sua irmã”.