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LIXO DO CARNAVAL POLUI MAR DE SALVADOR

Por (Rafael Rodrigues)

Fotos: Francisco Pedro/Projeto Lixo
 
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A conta da falta de educação dos seis dias de folia carnavalesca no circuito Barra-Ondina é paga pela natureza. Mais de 1,5 mil latas de cerveja e refrigerante e embalagens plásticas foram retiradas do fundo do mar somente entre o Porto e o Farol da Barra. O lixo foi recolhido voluntariamente por mergulhadores e surfistas que frequentam o local, na tarde do dia 27 de fevereiro. A bióloga Samantha Nery Grimaldi, que ajudou a coordenar os trabalhos, lamenta a poluição decorrente do carnaval. “Da superfície o visual parecia com as imagens áreas que vemos dos blocos de carnaval durante a festa momesca. Só que ao invés de estarem pulando, dançando e se beijando ao som frenético e ensurdecedor dos trios elétricos, os foliões do fundo do mar estavam rolando de um lado para o outro em uma mórbida coreografia, empurrados silenciosamente pelo balanço do mar, sem dança, sem alegria, sem vida e sem poesia”, lamenta. A bióloga demonstra indignação também com os eventos realizados na praia do Porto da Barra durante o verão: O “Música no Porto” e o “Espicha Verão”. “O lixo, o mau cheiro, a degradação ambiental, o xixi pelas ruas, a impressionante quantidade de ambulantes amontoados por todos os espaços públicos e a agressão aos patrimônios históricos, são um grande “pé na bunda” do turista de qualidade”, condena.