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POLUIÇÃO ADOECE POPULAÇÃO EM ILHA DE MARÉ

O Porto de Aratu, que responde por 60% da carga movimentada em transporte marítimo da Bahia, é considerado um grande vilão para os cerca de 15 soteropolitanos que moram na Ilha de Maré. Os habitantes da localidade reclamam do alto índice de mortalidade em decorrência do câncer, que segundo eles é devido ao consumo de produtos contaminados. “Isso ocorre porque nós comemos o peixe contaminado com os produtos lançados pelos navios que param no porto”, explica o líder comunitário Ernandes Carlos Lopes. Ele reclama que, apesar do problema, o governo só quer ampliar as atividades do porto “que só nos traz malefício”. A Companhia das Docas da Bahia (Codeba) nega a existência de vazamento de produtos químicos. Outro problema que tira o sono da população local é a dragagem de aprofundamento do canal do porto – medida considerada necessária pela Codeba e vista pelos nativos como fonte de prejuízos para a fauna marítima, principal fonte de renda e sobrevivência para quem mora na ilha. José Rebouças, diretor-presidente da Codeba, assegurou ao jornal A Tarde que medidas serão adotadas para minimizar os impactos ambientais. A dragagem, de acordo com o órgão, foi aprovada em 15 de agosto de 2008, pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA).