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MAIS DE 500 MORREM EM MASSACRE NA NIGÉRIA

Armados com revólveres, metralhadoras e machados, pastores da etnia Fulani invadiram as casas das cidades de Dogo Na Hauwa, Ratsat e Jeji no domingo (7) e mataram todos os que encontraram pela frente, inclusive mulheres e crianças. Mais de 500 pessoas foram mortas no massacre, ocorrido por volta das 3h no horário local, a menos de 2 quilômetros da casa do governador de Plateau, Jonah Jang. Acredita-se que a ação dos pastores tenha sido a resposta aos confrontos religiosos de janeiro passado, que deixaram 326 mortos. O incidente foi considerado pelos membros da etnia uma ação organizada para assassinar muçulmanos. O motivo dos enfrentamentos na região é pelo direito à exploração de terras de cultivo entre cristãos e animistas, de um lado, e pastores muçulmanos fulanis, do outro. O governo de Plateau anunciou um funeral coletivo para as vítimas. O presidente interino da Nigéria, Goodluck Jonathan, se reuniu com as agências de segurança do Estado e afirmou que os soldados estão em alerta vermelho. O genocídio aconteceu mesmo com a imposição de um toque de recolher, que vigora na região das 18h às 6h desde janeiro passado. Os conflitos que envolvem cristãos e muçulmanos na Nigéria já deixaram mais de 12 mil mortos desde 1999, quando foi implantada a Sharia (lei islâmica) em 12 estados do norte do país.