CARTÓRIOS ATRASAM A VIDA DA POPULAÇÃO EM JUAZEIRO
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Para atender a uma população de 200 mil habitantes, há apenas dois cartórios em funcionamento em Juazeiro, no norte baiano. São, em média, 700 atendimentos diários divididos para os dois estabelecimentos, que contam apenas com quatro funcionários cada. O problema se complica ainda mais porque aproximadamente a metade das pessoas que procuram os cartórios é de moradores da vizinha Petrolina (PE), onde as taxas tem preços consideravelmente maiores. Isso porque os cartórios, na cidade pernambucana, têm o serviço privatizado. Uma procuração em Juazeiro é retirada por R$ 13,80; em Petrolina, o valor para a obter mesmo o documento é R$ 58. A autenticação no município baiano custa R$ 1,25, e após a ponte, R$ 3,05, segundo informações do A Tarde. Tramita na Assembleia Legislativa um projeto que pretende privatizar os cartórios baianos. Uma das polêmicas que fazem o projeto emperrar é que a perspectiva de melhoria no atendimento esbarra nos custos das taxas a serem cobradas. Com os atuais valores cobrados, a projeção é de que dos cerca de 1, 4 mil cartórios da Bahia, apenas 200 são rentáveis e interessariam à iniciativa privada.