CANTO DE AMOR PARA ANDREA MENDONÇA
No meio da guerra política baiana, surge o amor. O presidente da Fundação Gregório de Mattos, Antônio Lins, esquece o Boca do Inferno, esquece Ildásio Tavares que comemorava 70 anos, e, ao invés de a ele se dirigir, saca da sua lira e canta o amor para a vereadora Andréa Mendonça e espanto. Com o título, "Canto de Degredo e Dor", recitou para sua musa: "Desgrudo do peito/ Esta solidão/ Que enlouquece a alma,/ Esbandalha/ O coração que canta/ A solitude e o desencanto./ ***Quero um verso/ Feito de cansaços,/ amanhecidos/ Em úteros desconhecidos/ Para aliviar/ Meus escombros./*** Não quero o sorriso / Da mulher que passa despercebida,/ Mal concebida,/ Diante dos olhares / Da madrugada.../ *** Quero/ Um poema/ Sem rima,/ Sem métrica,/ Penetrando pensamentos/ E pesadelos/ Nos relevos/ Do meu tempo./ *** Quero apenas / Um verso,/ Escrito sobre as sombras / Do amanhã..."