USIMINAS: O PRESIDENTE, O ESCÂNDALO E A PERDA DE MERCADO
Por (Lívia Cortizo)

O presidente da Usiminas, Marco Antonio Castello Branco
Às vésperas de completar dois anos na presidência da Usiminas, maior produtora de aços planos do Brasil, Marco Antonio Castello Branco não parece viver sua melhor fase. Quando assumiu o cargo, em junho de 2008, tinha como desafio, além de implementar uma gestão menos conservadora na companhia, expandir a produção e desbravar mercados no exterior. Atualmente, em plena fase de renegociação de contrato, o executivo virou mesmo foi um 'equilibrista de circo', como se auto intitula em reportagem da revista Exame que circula nesta quinzena. Além da produção da companhia ter diminuído em 50% no ano de 2009, por conta da crise, sua estratégia de mudança cultural no alto escalão da empresa não agradou muito e foi parar no Ministério Público do Trabalho. Diversos funcionários fizeram denúncias de assédio moral e sexual que envolvem o médico e antropólogo Eli Bonini, conhecido de Castello Branco há duas décadas e contratado por ele para conduzir os treinamentos (23 dias de reunião), que custaram a Usiminas algo em torno de R$ 600. E as denúncias vão mais além: alguns e-mails que questionavam os métodos de Bonini chegaram à japonesa Nippon Steel, uma das maiores acionistas da Usiminas, com 27,8% das ações, o que deixaram os japoneses intrigados. "Isso é uma tentativa de gerar escândalo para minar meu capital social e paralisar minha gestão", defende-se. Quem, pelo visto, está ganhando espaço com toda esta polêmica é a concorrência. Alguns analistas projetam que a receita líquida da CSN deverá ultrapassar a da Usiminas em quando forem fechados os resultados de 2009, algo que não ocorre há anos.