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RENAIS SEM ATENDIMENTO NA REDE PÚBLICA

Os pacientes renais crônicos, para os quais sessões constantes de hemodiálise são imprescindíveis, somam em média cinco mil pessoas na Bahia, estando a metade localizada em Salvador. Eles sofrem com a falta de capacidade do sistema  público de saúde, que não lhes assegura atendimento regular. A política do Estado, por exemplo, tem uma medida que estabelece limite de atendimento para clínicas e hospitais. Assim, se uma clínica tem 150 vagas, mas seu limite é de 100, 50 pessoas ficarão sem atenção. O resultado é uma sobrecarrega do Hospital Roberto Santos, que recebe 70% dos pacientes da capital e interior.  Mesmo assim o hospital conta com apenas 18 pontos de hemodiálise para adultos e cinco para crianças, para atendimento em três turnos, o que permite tratar 69 pessoas por dia. O diretor de nefrologia do HRS, Sérgio Presídio, admite que, algumas vezes, precisa reduzir o tempo de sessão, dividindo os horários para incluir pacientes e salvar mais vidas. Para o presidente da Associação dos Crônicos Renais da Bahia, Gerson Barreto, a medida não resolve o problema. “Cerca de 96 pessoas morrem por ano sem conseguir vaga para o tratamento, ou não tendo direito ao tempo necessário de hemodiálise. É preciso reverter o quadro rapidamente”.