SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS SOB AMEAÇA EM PAULO AFONSO
Depois de terem sido destruídos inicialmente pela atividade pedreira, 112 sítios arqueológicos catalogados no povoado de Rio de Sal, em Paulo Afonso, agora são alvos de vandalismo e motivo, portanto, de preocupação para arqueólogos e pesquisadores do Campus VI da Universidade do Estado da Bahia (Uneb). Do total, 48 áreas já foram destruídas pela ação de vândalos, que atiram contra as placas colocadas nos locais e destroem as proteções e passarelas de madeira que estão dispostas ao redor das pedras com inscrições e pinturas rupestres. Apenas 64 sítios arqueológicos, que revelam a presença de civilização datada de nove mil anos na região, permanecem intactos. Além de um problema de preservação histórica, a situação local é preocupante socialmente, já que 70 famílias da comunidade deixaram de quebrar pedras para fazer paralelepípedos, ao assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). A prefeitura, na ocasião, firmou o compromisso de pagar uma bolsa até que as famílias tivessem nova atividade para geração de renda. O acordo só durou seis meses e, atualmente, são mais de 300 pessoas sem emprego e renda ou qualquer apoio na busca por novos trabalhos.