TRAVESSIA SALVADOR-ITAPARICA: 12 PRISÕES E TUMULTO
Por (Evilásio Júnior)

Cinco ferries da TWB, que faz um serviço precário, não suportaram a demanda
Muitas pessoas que pretendiam viajar para a Ilha de Itaparica e cidades do baixo-sul baiano desistiram de embarcar ou tiveram que aguardar longas horas nas filas de passageiros. No Terminal Náutico, no Comércio, pelo menos 12 cambistas foram detidos por vender bilhetes de forma irregular. Eles aproveitaram o atraso na saída das lanchas para comercializar tickets de hora marcada a R$ 10, cujo valor oficial é R$ 3,50. A espera chegou a cinco horas e a aglomeração atingiu as proximidades do armazém 5 do Porto de Salvador. No sistema ferry boat, em São Joaquim, também houve transtornos. A TWB, empresa que opera o serviço, não conseguiu atender à demanda com as suas cinco balsas e o tempo para ingresso nos navios chegou a cinco horas. A fila de carros atingiu o Largo de Roma e deixou muitos usuários revoltados. Quando a população era bem menor, na década de 1980, a extinta Companhia de Navegação Baiana (CNB) chegou a ter oito ferries, número incrementado posteriormente pela Comab para nove, além do catamarã Morro de São Paulo. Assim como o número escasso de embarcações, atualmente a TWB conta com um atendimento ineficaz, desconforto e tarifas exorbitantes para prestar um serviço precário.